
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL
Secretaria Nacional de Defesa Civil
Conselho Nacional de Defesa Civil
RESOLUÇÃO
Nº 006, DE 20 DE FEVEREIRO DE 2002
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Alteração da descrição do desastre
Terrorismo para terrorismo internoInclusão na classificação
geral dos desastres e na codificação de desastres,
ameaças e riscos – CODAR dos seguintes desastres:
desastres relacionados com as atividades de mineração – CODAR
e do desastre terrorismo com o apoio de organizações
terroristas internacionais - CODAR |
O CONSELHO
NACIONAL DE DEFESA CIVIL (Condec), no uso da atribuição
que lhe confere o art. 17, inciso VI do Regimento Interno do CONDEC,
instituído em conformidade com as disposições do
Decreto n.º 895, de 16 de agosto de 1993, resolve aprovar as Diretrizes
Gerais de Planejamento relacionadas com a redução de desastres
provocados por atentados terroristas , inclusive aqueles que poderão
utilizar Armas QBR, no âmbito do Sistema Nacional de Defesa Civil
(Sindec):
DIRETRIZES GERAIS
DE PLANEJAMENTO RELACIONADAS COM A REDUÇÃO DE DESASTRES
PROVOCADOS POR
ATENTADOS TERRORISTAS
I – CONSIDERAÇÕES:
• O
Terrorismo com apoio de Organizações Terroristas)
Internacionais vem crescendo de importância e tende a consolidar-se
como uma forma de conflito bélico. Em conseqüência, é indispensável
a articulação entre os órgãos do Sistema
Brasileiro de Inteligência, as Forças de Segurança
e o Sistema Nacional de Defesa Civil, para dotar o Estado Brasileiro
de capacidade para responder cabalmente a esse desastre.
• Considerando
a crescente capilaridade entre organizações
terroristas, é indispensável que os Estados vulneráveis
e suscetíveis a este tipo de desastre busquem alianças
e coordenem ações de apoio mútuo.
• O
terrorismo é mais efetivo, quando apoiado por terceiros
países. Em conseqüência, os países que lhe
dão apoio poderão ser considerados como alvos preferenciais
das forças responsáveis pelo seu combate.
• Neste
cenário, Grupos Terroristas têm-se articulado
com o crime organizado, os narcotraficantes e os contrabandistas de
armas. Conseqüentemente:
- o
poder econômico e a capacidade de ação destes
grupos estão crescendo, os quais podem utilizar armas sofisticadas,
inclusive armas QBR, em suas ações;
- o crime organizado, os narcotraficantes e os contrabandistas de armas
estão em condições de utilizar técnicas
intimidatórias características dos grupos terroristas.
• Para
se contrapor a estas ameaças, é indispensável
que se busquem medidas efetivas de combate à lavagem dos recursos
financeiros, que devem ser bloqueados. É indispensável,
também, que o combate ao crime organizado, aos narcotraficantes,
aos contrabandistas de armas e aos grupos terroristas seja desenvolvido
de forma articulada.
II – DIRETRIZES
GERAIS DE PLANEJAMENTO
Relacionadas com o Planejamento Preventivo
• O
estudo das ameaças e das medidas preventivas é da
responsabilidade dos Órgãos que integram o Sistema Brasileiro
de Inteligência e da Segurança Pública.
• O
estudo das vulnerabilidades e das medidas preventivas relacionadas
com a redução dos níveis de vulnerabilidade dos
cenários e da população ameaçada é da
responsabilidade do Sistema Nacional de Defesa Civil.
• A
síntese conclusiva, que caracteriza os riscos de
ocorrência de desastres, a hierarquização dos mesmos
e a definição de hipóteses firmes de planejamento,
depende da integração e articulação dos
estudos realizados pelo conjunto dos Sistemas.
• É desejável que os indicativos de ocorrência
de desastres sejam detectados, com antecipação, pelos órgãos
do Sistema Brasileiro de Inteligência, que têm a responsabilidade
de desenvolver sistemáticas de Monitorização,
Alerta e Alarme dos Grupos Terroristas, com o objetivo de prever a
ocorrência destes desastres e de reduzir o grau de surpresa.
• O
estudo do mobiliamento do território deve ser desenvolvido
sob dois enfoques:
- localização das edificações vulneráveis;
- segurança das estruturas e fundações.
• Ao
estudar o mobiliamento do território, sob o aspecto
da segurança intrínseca das estruturas e das fundações,
há que examinar:
- a resistência das edificações aos efeitos físicos,
químicos e biológicos das ações terroristas;
- os equipamentos de combate aos sinistros existentes nas edificações;
- as vias de acesso e de fuga das edificações, com especial
atenção para as escadas de incêndio antecedidas
por antecâmaras bloqueadas por portas corta-fogo;
- as áreas de refúgio (abrigos antiaéreos) existentes
nas edificações que podem servir de alvos preferenciais
para as ações terroristas.
• Para reduzir as vulnerabilidades, é necessário
que se estude:
o
Equipamento do Território buscando mapear as instalações
que podem servir de apoio às operações de restabelecimento
da normalidade;
os Recursos Institucionais mais bem vocacionados para o desempenho
das atividades relacionadas com o restabelecimento da situação
de normalidade;
os Recursos Humanos mais adestrados para o desempenho das missões
previstas;
os Recursos Materiais necessários ao desempenho dessas missões;
os Recursos Financeiros necessários ao custeio dessas atividades.
Relacionadas
com o Planejamento de Contingência
Designar um
Grupo de Trabalho, capitaneado por um gerente de projeto, com
a missão de desenvolver o planejamento.
Definir e estudar:
- as ações
a realizar;
- os órgãos mais bem vocacionados para desempenhar cada
uma dessas ações;
- os recursos institucionais, humanos, materiais, financeiros e de
equipamento do território existentes na área afetada
e a necessidade de reforço dos mesmos pelos escalões
superiores.
• Convocar
os representantes dos órgãos selecionados
para atuarem nas operações de restabelecimento da situação
de normalidade e integrá-los ao Grupo de Trabalho responsável
pelo planejamento. Esses representantes funcionarão como pontos
focais de planejamento, nos órgãos representados.
• Articular
e harmonizar as atividades de planejamento desenvolvidas no órgão responsável pela coordenação
e nos órgãos setoriais selecionados para participarem
das operações.
• Incrementar as atividades de Monitorização,
Alerta e Alarme, com o objetivo de otimizar a velocidade das respostas
a serem
desencadeadas.
• Promover
a preparação das equipes operacionais
que atuarão na redução dos desastres. Em princípio,
a multidisciplinaridade dos técnicos deverá ser priorizada.
• O
planejamento deverá ser difundido, e exercícios
simulados seguidos de críticas deverão ser desenvolvidos,
com a finalidade de aperfeiçoá-lo.
Relacionadas
com o Programa de Preparação para Emergências
e Desastres - PPED
• Devem
ser priorizados os Projetos que repercutam com mais intensidade nos
desastres provocados pelo Terrorismo.
• O
desenvolvimento desses projetos deve ser compatível
com a extensão geográfica do País, de dimensões
continentais.
• Os
Projetos de Desenvolvimento Institucional e de Desenvolvimento de Recursos
Humanos deverão ter a máxima prioridade.
• Os
Projetos de Desenvolvimento Científico e Tecnológico,
ao promoverem a implementação de Centros Universitários
de Estudo e Pesquisas sobre Desastres – CEPED – objetivam
difundir o ensino de sinistrologia em nossas Universidades e promover
estudos e pesquisas sobre desastres naturais, humanos e mistos, com
prioridade para os de maior prevalência no Brasil.
• Os
Projetos de Mudança Cultural objetivam conscientizar
a Sociedade Brasileira sobre a importância da Segurança
Global da População, em circunstâncias de desastres,
e desenvolver uma massa crítica de opiniões voltadas
para a garantia da Segurança Global da População,
entendida como dever dos Estados e como direito e responsabilidade
da cidadania.
• Os
Projetos de Motivação Empresarial objetivam
conscientizar o empresariado de que a Segurança Global da População
deve ser reconhecida como um Objetivo Nacional Permanente e como dever
dos Estados e responsabilidade da cidadania e, em especial, das classes
produtoras.
• Os
Projetos de Monitorização, Alerta e Alarme,
no caso específico dos atentados terroristas, objetivam otimizar
a prevenção dos desastres e reduzir a margem de surpresa
provocada pela ocorrência extemporânea dos mesmos. Com
a finalidade de otimizar a previsão dos desastres, os órgãos
do Sistema Brasileiro de Inteligência devem buscar integrar suas
informações com as dos seus congêneres internacionais.
• Os Projetos de Mobilização objetivam definir metodologias
relacionadas com a mobilização dos recursos necessários
e promover a planificação dessa atividade, no âmbito
do SINDEC.
• Os
Projetos de Aparelhamento e Apoio Logístico objetivam
difundir metodologias relacionadas com o planejamento e a garantia
do apoio logístico e do aparelhamento das equipes especializadas
e dos trens de socorro, no âmbito do SINDEC.
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