II Semana Nacional de Redução de Desastres
Apresentação
Curso de Formação de Orientadores em Defesa Civil
Atividades da Semana Nacional de Redução de Desastres nos Estados
Decreto de 26 de setembro de 2005
Atividades da Semana Nacional de Redução de Desastres nos Estados
Em comemoração a 2ª Semana Nacional de Redução de Desastres, instituída através do Decreto de 26 de setembro de 2005, destinada a aumentar o senso de percepção de risco da sociedade brasileira, mediante a mudança cultural da população relacionada à sua conduta preventiva e preparativa, principalmente das comunidades que vivem em áreas de risco, o Brasil vai ao encontro da ONU e seus países membros que consideraram a educação sobre riscos de desastres como tema principal da Campanha Mundial para a Redução de Desastres 2006-2007. Esta campanha intitulada “A Redução dos Desastres Começa na Escola” tem como objetivo informar e mobilizar os governos, comunidades e indivíduos para garantirem que a redução do risco de desastres se integre plenamente aos currículos das escolas em todos os países e que os edifícios escolares se modernizem para que possam resistir às ameaças naturais.
Baseados em experiências prévias, sabemos que as crianças que têm conhecimento sobre os riscos das ameaças de desastres desempenham um papel importante, quando se trata de salvar vidas e proteger os membros de sua comunidade em momentos de crises. A aprendizagem sobre os riscos de desastres em escolas de ensino fundamental e médio contribui para que as crianças desempenhem um papel importante quando se trata de salvar vidas e proteger os membros da comunidade em caso de desastres. A introdução do tema Defesa Civil nos currículos escolares contribui para incrementar o grau de conscientização sobre segurança em comunidades inteiras, contribuindo assim para o progresso do país e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), compromisso assumido pelo Brasil junto a ONU.
Quando ocorreu o tsunami no oceano índico em dezembro de 2004 a estudante inglesa Tilly Smith conseguiu salvar muitas vidas em uma praia da Tailândia. Suas lições de geografia permitiram que ela reconhecesse os primeiros sinais de um tsunami, o que a levou a avisar a todas as pessoas que estavam na praia. Nesse mesmo evento, um jovem de uma ilha da Indonésia chamada Simeulue também exerceu um papel fundamental. Ele havia aprendido com seu avô o que fazer no caso de um terremoto. Ele insistiu com todos os moradores da ilha para que fugissem para terras mais elevadas antes que o tsunami atingisse a ilha, conseguindo assim que todos os membros de sua comunidade se salvassem.
Em quase todos os países, as escolas servem como ponto de reunião da comunidade. Além de seu papel fundamental dentro da educação formal, ela é utilizada para várias atividades coletivas e, em tempos de desastres, como hospitais improvisados, centros de vacinação e lugares de refúgio. Apesar disso, tanto em países em desenvolvimento como em países desenvolvidos, as escolas funcionam em edifícios que não são seguros ou que estão situados em área de risco. E precisamos lembrar que as crianças se encontram entre os grupos mais vulneráveis durante a ocorrência de um desastre.
Sendo assim, a redução dos desastres começa na Escola. As escolas podem representar a diferença entre a apatia e a esperança. E, também, podem marcar a diferença entre a vida e a morte. Suas ações para promover intercâmbios, desenvolver capacidades e oferecer orientação e capacitação diminuem os prejuízos e as perdas provocadas por desastres, aumentando assim, a segurança global da população. O nível de educação de um povo está relacionado ao desenvolvimento do país e, consequentemente, aos danos humanos e materiais que um país sofre.
Atividades que podem ser desenvolvidas nas escolas:
· Elaboração de mapas de risco para verificar as vulnerabilidades do entorno da escola e da comunidade;
· Campanhas de comunicação que abordem temas relacionados com desastres;
· Elaboração de vídeos e peças teatrais para a sensibilização da comunidade a partir do entendimento de suas realidades;
· Promoção de atividades de reflorestamento, cuidado de mananciais e de proteção ambiental;
· A criação de agentes mirins de Defesa Civil;
· Reuniões com pais e membros da comunidade sobre o que se fazer antes, durante e depois de um desastre;
· Simulação de exercícios de evacuação;
· Jogos didáticos etc.
Exemplos de atividades que estão acontecendo:
Distrito Federal
São Paulo
Jaboatão dos Guararapes (PE)
Veja também:
Apresentação
Curso de Formação de Orientadores em Defesa Civil
Decreto de 26 de setembro de 2005