 A ocorrência e a intensidade dos desastres depende muito do
grau de vulnerabilidade dos cenários de desastres e das comunidades
afetadas do que pela magnitude dos eventos adversos.
Assim, por exemplo, terremotos com magnitude de 6.5 graus na
escala Richter provocaram as seguintes perdas humanas: cinco óbitos
na Califórnia; 20 mil óbitos, no Cairo; 40 mil óbitos,
na Armênia.
Nos casos de enchentes no Brasil existem municípios, que
em função da ocupação desordenada do
solo em áreas não edificáveis, em total desrespeito
ao código de obras local, sofrem um aumento na vulnerabilidade
as enchentes, enxurradas e alagamentos. Dessa forma, uma mesma
quantidade de chuva em municípios diferentes podem ter danos
humanos, ambientais e materiais completamente diferentes, em função
especificamente da vulnerabilidade. Onde tiver uma barragem reguladora,
obra de controle de enchentes, interligação de bacias,
projeto e planos de emergência comunitária, zoneamento
urbano, sistema de monitoramento, alerta e alarme, entre outras
ações, a vulnerabilidade ao desastre será menor
e a sua ocorrência irá resultar em danos e prejuízos
menores. Ou seja, medidas preventivas são essenciais para
minimizar o desastre.
A partir da constatação de que os desastres podem
e devem ser minimizados, cresce a importância da mudança
cultural relacionada ao senso de percepção de risco.
A percepção de risco é diretamente proporcional
ao grau de desenvolvimento social de uma determinada comunidade
ou grupo populacional, considerado em seus aspectos psicológicos, éticos,
culturais, econômicos, tecnológicos e políticos.
O grande desafio da Defesa Civil no Brasil e da Estratégia
Internacional para Redução de Desastres no mundo é o
de minimizar os danos humanos, materiais e ambientais e os conseqüentes
prejuízos econômicos e sociais resultantes da ocorrência
de desastre. Ao incrementar o senso de percepção
de risco e o comprometimento por parte das autoridades públicas,
por meio da criação e operacionalização
de Coordenadorias Municipais de Defesa Civil, teremos a redução
de ocorrência de desastre no Brasil.
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